sábado, 30 de abril de 2011

O hoje que nunca aconteceu antes

E acabamos aqui, com uma parte das nossas vidas e esperanças guardadas em bolsos furados.
Sempre é preciso desabafar. Ainda que as suas palavras não sejam as mais bonitas, nem
as mais tocantes, muito menos as mais adequadas para o momento.
Eu tentei parar de amar, mas quanto mais cortava, mais crescia
O que se tem hoje é amor por todos os lados, ângulos e lugares.
Era do meu pai, da minha mãe, de Shakespeare, de Érico Veríssimo, de Fernando Sabino,
de Guimarães Rosa, de Clarice Lispector, era de Patativa, de Helena Parente Cunha,
era de Ligia Fagundes Telles, era da minha amiga, meu amigo, da moça no caixa do supermercado,
do motorista de ônibus, daquele que morreu atropelado... vidas interrompidas, histórias que tiveram outras mãos a escrevê-las, mudando as linhas, entortando as falas, mudando os cenários. Perguntas sem respostas.
Levo livros na mochila, meu santo e muitas ideias na cabeça, meus amigos e amigas e família no peito e a lembrança desse amor no centro de mim.





Um comentário:

anazézim disse...

'amor tem erva-daninha'