domingo, 1 de maio de 2011

Fogos de artifício*

Ele envolveu-a pela cintura, beijou-lhe o pescoço, sabendo que aquele carinho a fazia amolecer e disse de mansinho ao seu ouvido.
_ Por que a gente não volta, princesa? Sinto tanto a sua falta. (...) Falta do seu cheiro, do seu corpo, do seu jeito mimoso.
Ela procura desconversar, esquiva o rosto das tentativas do beijo. Mas quer beijar, abraçar-se ao amor desgarrado, desaguar inteira no consolo daquele abraço.

A sede diante do copo de água gelada, sem saber se poderia sorvê-lo até a última gota.
Realmente poderia aventurar-se numa viagem no mesmo trem, para outro destino?
Fogos de artifício explodiam ao longe e ele sussurrando ao pé do ouvido, perto do coração apertado...
-Tá vendo, até fogos de artifício nós temos...
E era ela quem queria explodir feito estrela, todas as cores... era ela.



Um comentário:

IVO LINHARES disse...

E aí, quando sai um livro?
(Sinto que vc é uma pessoa que ama muito o mundo e tudo nele. Sinto muita ternura no que escreve.)

Bj
Ivo