segunda-feira, 27 de junho de 2011

engrenagem

Olho o relógio... mais uma noite insone.
Vou até a janela, procurando conversar com a noite,
com a voz que fala aos meus sentidos.
Me encontro no centro de várias escolhas, sempre encruzilhada.
Procuro respostas pela rua, algo que me ajude a reinventar um modo de vida,
modo diferente de sentir tudo que já existe.
Eu sou um rio sem fim, aguaceiro sem sossego no seu correr.
Nas minhas águas serenidade encontrei quando compreendi
que a minha parte participa no equilíbrio das vidas, dos elementos, do todo.
Se a minha vida não faz diferença, para que então?
Eu só quero quando modifica, quando mudam as cores, as falas,
os sabores, o jeito de olhar. A atmosfera.
Se for a mesma coisa eu prefiro ir embora.
Sinto que falta uma peça no meu quebra cabeça, um pedaço para religar a minha roda gigante, oroboro da minha vida.
Falta um parafuso na minha engrenagem, só um, bem pequeno,
para tudo voltar a funcionar e rodar novamente.




"Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!"

Mutante, Rita Lee

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