domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cactos e Flores

"Dos cactos também nascem flores"

Eu morri.
Me desfiz de todas as noções, concepções, amores, lembranças.
De tudo.
Eu não sei quem sou, mas tenho que continuar a caminhar.
Não tenho mais nada. As lágrimas já não podem amenizar.
Até a dor se cansou de me acompanhar.
Da secura do meu cacto, espero nascer a minha flor.
Espero? Não. Se tiver de nascer, nascerá.
Comigo só o nada. Alguns dizem que é a morte.
Mas a morte é o tudo que ainda não compreendemos.
Ela me assiste, de longe. Ainda não sei o porque ela não me abraça.
Há leis em todos os mundos.

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