quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Escreve com as mãos, a memória, com o sangue, todas as emoções na ponta dos dedos, derramando pelo papel, teclado, água molhando o SOS escrito na areia.
Teu nome passeia pela minha boca como dedos imaginários, acariciando a pele morna.
Meu corpo anunciando a morte iminente. Sede. Sede do teu mundo inteiro.
Teus olhos estão sempre diante de mim. Talvez..., sim, talvez eu tenha te inventado.
Tua presença irremediavelmente inalcançável.
Uma morte separou as nossas vidas.
Escrever o que nunca senti, nunca vivi. Reescrever o que vivo, experimento.
Ir de encontro com a realidade que vejo, olhos mareados e míopes, o avesso no espelho.
Contracultura, contra vida-máquina?
A brutalidade do mundo agora, das guerras dos homens, paralisa
minhas ações por visões atormentadas.
Como serei resistência? Como?
Enquanto penso em não enlouquecer, em amar, pesquisar
ter um emprego diferente, milhões morrem das maneiras
mais diversas de tortura e injustiça.
Me perdoe se eu não continuar acreditando.

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